Entrevista: Canetas emagrecedoras e pancreatite. Dr. Felipe Rossi explica o que os exames mostram.

As canetas emagrecedoras voltaram ao centro das discussões, agora com a preocupação sobre um possível risco de pancreatite.

Em entrevista a Folha de São Paulo, o Dr. Felipe Rossi, cirurgião gástrico e integrante da equipe RR Médicos, explicou um ponto importante que muitas vezes gera alarme desnecessário: o aumento da enzima lipase nos exames.

O que ele destaca?

* É comum que os análogos de GLP-1 (como algumas canetas emagrecedoras) causem aumento nos níveis de enzimas pancreáticas, principalmente a lipase.
* Esse aumento, na grande maioria dos casos, NÃO significa que o paciente está com pancreatite.
* O diagnóstico de pancreatite é clínico: dor abdominal intensa e aguda, associada a náuseas, vômitos e aumento da lipase em pelo menos 3x o valor basal.

Ou seja: uma alteração discreta da lipase em exames de rotina, em um paciente que usa essas medicações e não apresenta sintomas, não deve ser motivo de pânico.

A monitorização da lipase nem é recomendada de forma rotineira, a menos que exista suspeita clínica de pancreatite aguda.

O que fica de mensagem?

* Canetas emagrecedoras são medicações sérias, que podem ter efeitos adversos e precisam ser usadas com acompanhamento médico.
* Exames devem ser interpretados dentro do contexto clínico, não de forma isolada.
* Informação de qualidade ajuda a evitar tanto o uso irresponsável quanto o medo exagerado.

Na RR Médicos, o foco é sempre o mesmo: tratar a obesidade como doença crônica, com responsabilidade, avaliação individual e escolha da melhor estratégia para cada paciente, seja medicação, cirurgia bariátrica ou a combinação de abordagens.

Se você usa ou pensa em usar canetas emagrecedoras e tem dúvidas sobre riscos e exames, converse com um especialista.

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