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COLOPROCTOLOGIA

Coloproctologia é a parte da gastroenterologia que incide sobre o estudo das doenças do intestino grosso (colon), do reto e ânus.

As patologias mais comuns abordadas são: diverticulose, colite, constipação, síndrome do intestino irritado, neoplasia (câncer) de intestino, Doença Inflamatória Intestinal (Doença de Crohn e Retocolite), doenças orificiais (hemorroida, fissura e fístula).

O coloproctologista é o médico mais indicado para fazer as orientações sobre constipação intestinal, distúrbios na evacuação, prevenção do câncer de intestino e prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis assim como oferecer as melhores indicações de prevenção e tratamentos nos assuntos referidos.

DOENÇA HEMORROIDÁRIA

A doença hemorroidária é uma doença muito frequente. Afeta em ambos os sexos, em todas as raças e idades, com maior incidência na quarta década de vida, ocorrendo raramente na infância e na adolescência.

A doença hemorroidária (ou a hemorróida) surge quando há congestão, dilatação e aumento dos plexos hemorroidários, formando grandes emaranhados vasculares que apresentam consistência amolecida e forma abaulada, situados no canal anal.

Em outras palavras hemorróidas são veias dilatadas na região anal que podem ser internas, externas ou mistas.

A natureza exata da doença hemorroidária não é ainda completamente conhecida, mas vários fatores são importantes no seu surgimento:

  1. Dieta pobre em fibras e pouca ingestão de líquidos, acarretando endurecimento das fezes e maior esforço evacuatório.
  2. Hábitos defecatórios errôneos, como a insistência em evacuar todos os dias, esforçando-se demasiadamente para evacuar ou permanecer muito tempo sentado no vaso sanitário.
  3. Predisposição familiar.
  4. Fatores desencadeantes ou agravantes, como constipação intestinal, diarréia crônica, gravidez ou abuso de laxativos.

Sintomas

A doença hemorroidária, em boa parte dos casos, é assintomática, sendo diagnosticada ao exame físico; porém as pessoas portadoras de hemorróidas podem apresentar diferentes sintomas, com vários graus de intensidade.

  • Sangramento – É a queixa principal, mais frequente e, às vezes, a primeira a manifestar-se. Pode ser visto no papel higiênico, gotejando no vaso sanitário ou acontecendo em jato, durante e/ou imediatamente após a evacuação. A hemorragia volumosa é rara, porém a perda de sangue discreta mas contínua pode acarretar um quadro de anemia. É importante lembrar que outras doenças também podem causar sangramento pelo canal anorretal. Exemplo: as fissuras e os tumores, motivo pelo qual devemos sempre procurar um proctologista para definir, com precisão, a causa do sangramento.
  • Prolapso – Caracteriza-se pela exteriorização do mamilo hemorroidário interno, para fora do canal anal, durante o ato evacuatório ou durante as atividades físicas. O mamilo pode retomar espontaneamente ou necessitar ser recolocado, digitalmente, para o interior do canal anal.
  • Exsudação Perianal – Caracteriza-se pela umidade da pele perianal causada pela presença de muco nessa região. Acompanha-se, em geral, pelo prurido anal e irritação local.
  • Desconforto Anal – Durante ou após a evacuação pode haver uma pressão anal, definida pelo paciente como um desconforto, porém sem dor anal, porque a simples presença da doença hemorroidária não causa dor. A presença de dor está relacionada às complicações, como a trombose hemorroidária e o hematoma peri-anal, ou pela associação com outras enfermidades dolorosas dessa região, como a fissura anal, por exemplo.

Tratamento

A doença hemorroidária que não ocasiona sintomas ao paciente não necessita de tratamento específico, mas de cuidados higiênico-dietéticos (dieta rica em fibras, evitar uso de papel higiênico, proibição do uso de laxantes, etc.). Contudo, caso haja necessidade do tratamento curativo, este só se dará com a intervenção cirúrgica. Existem para tanto algumas técnicas:

Cirurgia Convencional: para o tratamento de mamilos hemorroidários internos maiores, que normalmente se exteriorizam pelo orifício anal, ou mamilos externos. As técnicas existentes consistem na retirada do mamilo hemorroidário através de incisões e dissecções cirúrgicas. Para a realização destas cirurgias, em geral, o paciente é submetido à uma raqui-anestesia e seu período de internação hospitalar, em média, é de 24 horas.

Hemorroidopexia com grampeador (PPH): Indicada para prolapso hemorroidário (hemorróidas de 3º grau e aquelas de 4º grau sem componente externo exuberante). Trata-se de uma técnica em que se faz uma fixação das hemorróidas em uma posição superior no canal anal através do uso de um grampeador cirúrgico circular especial. Com isso corrige-se o prolapso. Como o procedimento é todo realizado acima da linha pectínea e não há feridas externas a dor tende a ser menor. Além disso, existem os potenciais benefícios do menor tempo operatório, menor possibilidade de retenção urinária e retorno mais rápido às atividades habituais.

Cirurgia Proctológica à Laser: É uma cirurgia onde utilizamos o laser PULSATIL de CO² para auxiliar no procedimento. Apresenta menor lesão térmica, causando menor traumatismo nos tecidos, levando a menor dor no pós-operatório, uma vez que a vaporização preserva os tecidos vizinhos e induz a formação de colágeno tipo III que melhora a cicatrização.

Outra grande vantagem do uso deste aparelho é de que o paciente pode ser submetido à cirurgia por anestesia local mais sedação, assim sendo, recebe alta algumas horas após o procedimento, já, na cirurgia convencional é utilizada a anestesia peridural ou raquidiana que GERALMENTE exige internação de 24 horas.

No Brasil a cirurgia proctológica ainda é vista com muito receio pela população e um dos fatores que contribui para isso é o relato negativo de pessoas que já se submeteram à cirurgia pelo método convencional, com uma dor pós-operatória mais acentuada e o estresse da internação colaborando para a insatisfação.

O medo da dor tem impedido os pacientes de procurarem o proctologista, e, de cada 10 pacientes que procuram o especialista, 3 necessitam de cirurgia, assim sendo, devemos atender estes pacientes oferecendo uma alternativa que diminua a dor no pós operatório, e proporcione uma recuperação mais rápida.

A experiência mostra que a dor no pós-operatório é muito menor com o emprego do laser CO2 quando comparado com a cirurgia convencional. Trabalhos publicados analisam cirurgias em pacientes portadores de hemorróidas de grau I ao IV predominando o grau III e com um número variável de mamilos (1a 4) cujos resultados foram avaliados quanto a dor pós-operatória , cicatrização, aspecto do tecido de granulação, hemostasia e secreção pós-operatória por um período de 90 dias.

A dor no pós-operatório foi referida como de pequena intensidade por 86 % dos pacientes, com ingestão de analgésicos até o 3º dia de pós-operatório em média; a cicatrização foi completa no 30º dia de pós-operatório, a hemostasia de pequenos vasos pode ser obtida com o próprio laser más para vasos maiores houve necessidade de se usar fios cirúrgicos, não houve secreção inflamatória em nenhum paciente.

Como conclusão os trabalhos analisados trazem que o uso do laser CO2 foi fundamental para a melhor evolução do pós-operatório e os pacientes, em geral, recebem alta logo após o procedimento cirúrgico, em torno de SEIS horas.

O retorno ao trabalho se deu em média, por volta do 5º dia de pós-operatório.

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