Cirurgia bariátrica depois dos 60 anos. É possível?

Cirurgia bariátrica depois dos 60 anos. É possível?

A resposta é sim. No entanto, a indicação e preparo pré-operatório da cirurgia bariátrica ou metabólica para pacientes com mais de 60 anos deve ser minucioso e individualizado, devido características clinicas dos pacientes desta faixa etária.

A expectativa de vida da população brasileira aumentou na última década e com ela aumentou também o número de idosos obesos.

A obesidade é uma doença crônica controlável e os idosos com obesidade mórbida também estão sujeitos às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre quem pode fazer a cirurgia bariátrica e metabólica, ou seja, têm que apresentar IMC (Índice de massa corpórea) igual ou maior que 40kg/m², IMC igual ou maior que 35kg/m², desde que apresentem comorbidades como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemias (colesterol/ triglicérides altos), apneia do sono, doenças ortopédicas, doença do refluxo gastresofágico, incontinência urinária, infertilidade, entre outras.

Apesar de não haver um limite de idade, os riscos de complicações pós-operatórias em idosos são maiores do que em jovens, sendo assim o preparo pré-operatório deve ser realizado de uma forma muito cuidadosa, sendo necessários exames mais específicos e compensação das comorbidades associadas.

É comum que os pacientes com mais idade tenham comorbidades (hipertensão arterial e diabetes), no entanto, é preciso saber se o longo período convivendo com estas doenças não causou lesões no organismo. Por isso, precisamos da avaliação criteriosa dos especialistas de cada área (cardiologia, endocrinologia, nutrição, psicologia, pneumologia, geriatria).

No Brasil, 16% das mulheres com mais de 65 anos e quase 9% dos homens a partir da mesma idade são obesos graves. A expectativa de vida tem aumentado gradativamente e, em nosso país, a expectativa de vida é de 75 anos. Desta forma, fazer a cirurgia com 60 anos ou mais significa viver mais, devido o controle de doenças associadas (hipertensão arterial, diabetes, etc) e com melhor qualidade de vida.

 

Dr. Bruno Mirandola

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